Todo dia

Publicado: 27 de dezembro de 2013 em Resenhas livros
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Livro:  Todo dia

Autor: David Levithan

Editora: Galera Record

Preço: R$25,40 (Livraria Saraiva)

Classificação : Pancada no crânio

Sinopse:

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Resenha

Eu gostei muito da narrativa desse livro. É simples, objetiva, leve. Daquelas que chegamos ao fim num piscar de olhos (o livro tem 280 páginas). O livro conta a história de A, uma pessoa diferente, que acorda todos os dias em um corpo diferente. Apesar de narrado em primeira pessoa e a tradução constar como gênero masculino, A não tem gênero. É uma pessoa de 16 anos que por algum motivo não tem um corpo para habitar. Por isso, deve acordar todos os dias em corpos diferentes e viver as experiências de seus hospedeiros, até dormir e acordar em outra matéria.

Numa manhã, no corpo de um garoto, A conhece Rhiannon, uma garota, e se apaixona. A partir daí, A começa uma busca incessante pelo seu amor. Acorda todos os dias e independente da distância ou do corpo que está, tenta encontrá-la.

O livro guarda em si algumas reflexões.  Percebemos que o Autor tem a intenção de trazê-las ao leitor em algumas passagens. A questão de traçar um estereótipo, de rotular as pessoas por aquilo que elas aparentam ser é bem evidente. E de como nos importamos com as aparências para, sobretudo, traçarmos se iremos amar, odiar, ou até nos aproximar de determinada pessoa. Ele quebra esses paradigmas, alertando que ao amor não importa o gênero, a cor, o peso na balança. O amor entende e vê aquilo que está por trás de tudo isso, aquilo que verdadeiramente somos, despidos de nossa carcaça.

Também nos deparamos com a questão da importância de vivermos o presente. Todo dia não é apenas alusão ao fato do personagem acordar todo dia em um corpo diferente, mas também ao fato de que a ele resta viver um dia de cada vez. Sem planos para o futuro, sem contar com as histórias do passado. A ele resta o dia que está por vir e a busca por vivê-lo ao lado de seu amor da forma mais pura que conseguir.

A certamente encantará o leitor. Não por ele ser um protagonista sem defeitos, que abdica de suas aspirações por amor. Mas por ele (a) ser diferente, pelas circunstância de sua vida diferenciada, e, ao mesmo tempo ser igual. Igual a todos nós, com seus defeitos, questionamentos (muitas vezes ele pensa em atos que não seriam “bons”, mas sopesa suas conseqüências) e acima de tudo por seu desejo simples e puro de ser feliz.

Um trecho da narrativa leve de David Levithan…

“Enquanto cochilamos, sinto uma coisa que nunca senti. Uma proximidade que não é apenas física. Uma conexão que desafia o fato de que acabamos de nos conhecer. Um sentimento que só pode vir da mais eufórica das sensações: a de pertencer a alguém.”

Leiam Todo dia e tomem uma pancada no crânio (enquanto ainda estiver por aí)…

(Rose)

 

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