Divergente

Publicado: 13 de janeiro de 2014 em Resenhas livros
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Livro: Divergente

Autora: Verônica Roth

Editora: Rocco

Classificação: Sacudida no crânio (2/5 estrelas)

Preço: R$26,13 (Livraria Saraiva)

 Sinopse

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Resenha:

Digam o que disserem, esse livro está com classificação ótima no Skoob, best-seller, fenômeno na internet, mas não me conquistou. A premissa é interessante. Trata-se de uma distopia: a sociedade futurista dividir-se-ia em cinco facções (Amizade, Abnegação, Erudição, Franqueza e Audácia), originadas após uma suposta guerra, e os jovens, ao completarem dezesseis anos, poderiam optar por uma das facções para seguirem suas vidas, mesmo que tivessem crescido em outra. A protagonista é Tris (Beatrice), na idade fatídica e com dúvidas sobre qual facção seguir, até descobrir em seu teste de aptidão que se trata de uma divergente, enquadrando-se no perfil de três das facções disponíveis.

A partir daí a trama se inicia, com uma pitada de romance, algumas intrigas, amizades e a tentativa da protagonista de conquistar o seu espaço na facção escolhida.

Não sei se a trama não me cativou por algum motivo específico, mas senti uma personagem principal um pouco forçada, não conseguia sentir as emoções de Tris na narrativa (algo que geralmente acontece).

A história não me surpreendeu. Algumas revelações finais acerca de seus pais, de seu par romântico (Quatro) e de outros personagens não foram novidade. Achei até bem previsíveis. E não gostei nem um pouco dos diálogos. Não sei se esse problema é da tradução para o português, mas os diálogos eram estranhos, sem sal, eu até diria fracos.

Se eu pudesse resumir em uma frase as minhas impressões sobre Divergente, eu diria que definitivamente a narrativa não me convenceu (considerada em seu conjunto: a distopia, os personagens, a problemática). A tentativa de passar alguma mensagem acerca das escolhas dos personagens, da existência de pessoas que preferem a abnegação à amizade, etc., na minha concepção tornou o enredo um pouco forçado…

Uma sociedade dividida em virtude de características prevalecentes na espécie humana, consideradas todas as suas complexidades, não me parece uma boa idéia. E a construção da Autora em torno disso, no intuito de ressaltar porque “fulano” pertence à franqueza (sim, porque é sincero demais), ficou tão cansativa…

Vou lhes dar um exemplo:

Diálogo de Tris (pertencia à Abnegação) e Christina (pertencia à Franqueza) (pag.: 89):

“-Perguntei se você se lembra de ter freqüentado alguma aula comigo – diz ela. – Não leve isso a mal, mas eu provavelmente não me lembraria de você mesmo que a gente tivesse. Para mim, todo mundo da Abnegação tinha a mesma aparência.(…) – Chris

Eu a encaro. Ela não precisava me lembrar disso. – Tris

– Desculpe, estou sendo mal educada? – pergunta ela. – Estou acostumada a simplesmente falar o que me vem à cabeça. (…)” – Chris

Vejam como é importante ressaltar que Chris é sincera demais porque pertencia à Franqueza. E isso ocorre no livro inteiro.

Ademais, vejam a observação da Tris, “ela não precisava me lembrar disso”, isso também é cansativo. Como é narrado em primeira pessoa, há sempre uma observação óbvia da protagonista, desnecessária, já que o leitor perceberia o que fosse ou não indelicado, no caso, e as demais situações para as quais a escritora pretende chamar atenção. Chato.

Achei o final até que bacana, certamente lerei a seqüência, especialmente para saber os caminhos que serão trilhados a partir de então, mas, confesso que não é um livro que me arrematou, que me deixou pensativa ou incomodada. Pelo menos não o primeiro volume. E também não simpatizei com os personagens. Enfim, podem me apedrejar, acho que sou minoria com relação à série. Assim que ler a continuação posto aqui minhas impressões e se mudei de idéia.

Um gostinho do enredo para aqueles que estão em dúvida quanto à leitura…

 

”- Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade. […]

– Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição. […]

– Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza. […]

– Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação. […]

– E os que culpavam a covardia se juntaram à Audácia.” – Página. 48

Em 2014 assistiremos a adaptação do livro para o cinema, ótimo para os fãs, nada empolgante para mim…

Dêem uma leve sacudida no crânio com Divergente!

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