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O Grande Gatsby

Publicado: 23 de dezembro de 2013 em Sem categoria
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Livro: O Grande Gatsby – The Great Gatsby – Edição Bilingue

Autor: F. Scott Fitzgerald

Editora: Landmark

Preço: R$30,00 (Livraria Saraiva)

Classificação: Murro no crânio

Sinopse:

Considerado pela “Modern Library” como segundo melhor romance de língua inglesa do século XX, e por seu autor como ‘algo novo – algo extraordinário, belo e simples’ a EDITORA LANDMARK lança em uma exclusiva edição bilíngue de luxo, em capa dura, “O Grande Gatsby”, obra-prima do escritor norte- americano F. Scott Fitzgerald.

Esta obra, uma das mais representativas do romance norte-americano, descreve a vida da alta sociedade, ambientado em Nova York e no litoral de Long Island, durante o verão de 1922, através de uma aguda reflexão crítica. Além de destacar brilhantemente uma sociedade obcecada por riqueza e status, o romance também apresenta os problemas da economia durante a Primeira Guerra Mundial, a proibição de bebidas alcoólicas, o aumento do crime organizado com o contrabando de bebidas, surgimento de novos milionários e a história de amor entre Jay Gatsby e Daisy.

Jay Gatsby e Daisy se conhecem cinco anos antes do começo da história. Ela é uma bela jovem Louisiana e Gatsby um jovem oficial da marinha sem qualquer riqueza, ambos se apaixonam. Porém enquanto Gatsby cumpre seu dever como oficial na Primeira Guerra, Daisy se casa com o bruto, intolerante, mas milionário Tom Buchanan. Após o término da Guerra Gatsby se dedica inteiramente a reconquistar o amor de Daisy. Ele se empenha em fazer fortuna, por qualquer meio que seja, e se torna um milionário independente. Em seguida, compra uma mansão vizinha à mansão de Daisy e seu marido, promove muitas festas com esperança de que Daisy compareça a uma delas. Quando finalmente eles se encontram, acontecimentos trágicos são postos em movimento. A história é contada através dos olhos do amigo e vizinho onipresente de Gatsby, Nick Carraway, que mora em uma casa humilde próxima a mansão e se indaga sobre a exuberância, prepotência e falta de cultura das demais personagens.

Com destaque para o ritmo do Jazz da época, “O Grande Gatsby” inicialmente não se popularizou em sua primeira edição, mas nas edições subsequentes tornou-se um dos maiores sucessos de F. Scott Fitzgerald, principalmente, após a morte do autor, quando foi relançado e difundiu-se rapidamente. Hoje em dia, “O Grande Gatsby” é considerado o Grande Romance Americano e de leitura padrão em escolas e universidades de todo mundo sobre a literatura dos Estados Unidos.

Foi adaptado seis vezes para o cinema, a primeira versão em 1926, estrelada por Warner Baxter e Lois Wilson (essa adaptação se perdeu e há apenas um trailer no arquivo nacional norte-americano). A versão mais popular é do diretor Jack Clayton, de 1974, com roteiro de Francis Coppola e tendo Robert Redford no papel principal. Em 2013 a mais recente versão produzida pela Warner Bros e dirigida pelo aclamado Baz Luhrmann, com estreia prevista para junho de 2013 nos cinemas brasileiros, tem os atores Leonardo Dicaprio (Jay Gatsby), Carey Mulligan (Daisy Buchanan), Tobey Maguire (Nick Carraway) e Joel Edgerton (Tom Buchanan) no elenco. Além das adaptações para o cinema, também foi adaptado para teatro, radio novelas, graphic novels, ballet e ópera, composta por John Harbison, cuja estreia ocorreu em 1999 pela New York Metropolitan Opera.

Resenha:

O livro é um clássico que assim merece ser denominado. Não apenas pela antiguidade da publicação, mas clássico no sentido de algo que deve servir de modelo, inspiração às gerações posteriores. Eu diria que este é um verdadeiro romance.

O Grande Gatsby é um romance trágico, dramático, arrebatador. E não tem como não se apaixonar por Gatsby e pela história de amor por ele construída. Gatsby era um homem sem posses que se apaixonou por Daisy, uma jovem rica e bela que cruzou o seu caminho por um acaso não planejado. Ele aspirava conquistar seus sonhos, “ser alguém”, mas Daisy surgiu em sua vida e mudou sua história para sempre. Gatsby é enviado à Primeira Guerra Mundial, sua amada casa-se com um homem muito rico e anos depois ele está disposto a reconquistá-la.

A narrativa ocorre em primeira pessoa. O personagem que narra é Nick Carraway, vizinho de Gatsby, curioso por saber quem é o homem misterioso residente na mansão próxima à sua humilde casa. Nick ouvira muitas histórias acerca daquele homem e um dia é convidado para uma das grandes festas realizadas por Gatsby. A partir daí, com uma narrativa leve, descritiva e envolvente, descobrimos as ligações entre os personagens e entramos no mundo de Gatsby através de Nick.

E o ponto de vista de Nick é muito interessante, o que me faz pensá-lo como um personagem coadjuvante fundamental na história, daqueles que se destacam tanto quanto o próprio protagonista. Porque Nick traz consigo um senso crítico sem o qual a história não seria a mesma. Participar da narrativa pelos olhos de Nick é muito mais emocionante.

É uma história de amor, mas acima de tudo é uma forte crítica social. Porque a partir do romance, imergimos na sociedade novaiorquina da época (ano de 1922), com os deslumbres e defeitos de uma grande metrópole e de seus habitantes. Também nos deparamos com grandes questionamentos acerca dos valores da alta sociedade, do materialismo, dos interesses dos personagens inseridos na trama e de como Gatsby ingressou em um mundo ao qual não pertencia para conquistar o amor de Daisy.

O que mais me comoveu e me deixou reflexiva é que Gatsby idealizou uma história (conquistar seu grande amor e encontrar a felicidade ao seu lado) e agarrou-se nessa fantasia para justificar todas as suas ações.

A vida muitas vezes despreza nossos sonhos, nossos desejos mais ocultos e flui como a água corrente de um rio. E aquela gota que vimos há um minuto já não é mais mesma que respinga nesse instante. E nunca mais será. E assim como Nick alerta Gatsby em uma passagem do livro, o passado não volta… Algumas situações do passado podem se repetir, mas as pessoas nelas envolvidas já não mais as mesmas, aquilo que gira em torno delas também mudou. Acho que essa é uma das maiores mensagens de Gatsby, de forma sutil ela está ali para nos alertar que o passado realmente ficou em algum momento de nossas histórias e o que importa é o que teremos e seremos daqui pra frente.

Gatsby, portanto,  não só é uma crítica social, mas uma análise do interior humano e de como muitas vezes nos apegamos a situações das quais já não temos mais controle.

Amei esse livro. Um comentário do The Guardian resume bem o que sinto ao descrevê-lo “Se algum dia você foi jovem e se apaixonou, Fitzgerald escreveu O grande Gatsby só para você.” É o típico romance com elementos que todo romance bem contado deve ter.

Essa edição é um amor à parte, é bilíngüe, tem a foto do filme (o que para muitos pode ser ruim, mas eu gostei, especialmente pelo Di Caprio, (risos)).

Aliás, também assisti ao filme dirigido por Braz Luhrmann (a quarta versão do clássico em filme) e estrelado por Leonardo Di Caprio (parceira já conhecida em Romeu e Julieta) e gostei da forma como a história foi contada: os personagens, as cores, a trilha sonora, a interpretação de Di Caprio (imaginei “aquele” sorriso de Gatsby). Vale a pena assistir. Mas senti falta de algumas passagens importantes do livro como do romance de Nick e Jordan Baker. Assim, leiam o livro antes, se pretendem assistir ao filme.

Trechos selecionados do livro:

“Cada um de nós suspeita possuir pelo menos uma virtude básica, e a minha é a seguinte: sou um dos poucos homens honestos que jamais conheci.” (pag. 44, cap. 3 – Nick).

“E enquanto eu refletia sobre o velho mundo desconhecido, pensei no espanto de Gatsby quando, pela primeira vez, divisou a luz verde na extremidade do cais de Daisy. Ele trilhara um longo caminho até chegar àquele relvado azul e seus sonhos devem ter parecidos tão próximos que ele não poderia deixar de alcançá-los. Não sabia que eles já haviam ficado para trás, em algum lugar da vasta obscuridade que se expandia para além da cidade, onde os campos escuros da república se estendiam sob a noite”. (Capítulo 9, pag. 38, Nick)

Murros e mais murros em seus crânios com a história de Gatsby!

(Rose)

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ImageLivro: Gone Girl: A Novel

Autor: Gillian Flynn

Idioma: Inglês

Edição: Kindle

Páginas: 515

Preço: R$ 19,59 (não sei por que, consegui comprar por R$ 13,96… acho que era uma promoção relâmpago da amazon.com.br)

Classificação: Murro no Crânio!

Uau. Que livro! Comecei a ler a versão em inglês do livro Garota Exemplar por recomendação da Rose, sem querer saber nada da história (morro de medo de spoilers!), apenas com a indicação de que era bom, muito bom.

Infelizmente, passei o olho sobre uma crítica no Skoob e li a palavra “surpreendente”… Péssima palavra para mim, já que minha mente começa a imaginar todas as hipóteses e possibilidades de reviravoltas quando lê essa palavra, e o livro acaba deixando de ser, de fato, supreendente.

No entanto… surpresa! O livro continuou surpreendente! (não se preocupem, nunca mais usarei essa palavra em nenhuma resenha, crítica ou comentário de livro, prometo ;))

Então, em suma, Gone Girl é um livro surpreendente, mas é mais que isso: a trama é interessante, os personagens (Nick Dunne e sua esposa, Amazing Amy Elliot Dunne) são profundos e cheios de nuances, com qualidades e defeitos reais, fazendo com que você os ame e os odeie, em turnos.

Confesso que esperava um outro final, mas depois de pensar melhor, achei genial. Não vou entrar em detalhes para não estragar a leitura (argh, spoilers!), mas espero que minhas impressões sobre esse livro o faça lê-lo. Os outros dois livros da Gillian (essa sim, garota exemplar!) estão na minha lista. Gone girl… um murro no crânio!

Algumas passagens:

“It seemed to me that there was nothing new to be discovered ever again. Our society was utterly, ruinously derivative (although the word derivative as a criticismo is itself derivative). We were the first human beings who would never see anything for the first time. Wes tare at the Wonders of the world, dull-eyed, underwhelmed. Mona Lisa, the Pyramids, the Empire State Building. Jungle animals on attack, ancient icebergs collapsing, volcanoes erupting. I can’t recall a single amazing thing I have seen firsthand that I didn’t immediately reference to a movie or TV show. A fucking commercial. You know the awful singsong of the blasé: Seeeen it. I’ve literally seen it all, and the worst thing, the thing that makes me want to blow my brain out, is: The secondhand experience is always better. The image is crisper, the view is keener, the câmera angle and the soundtrack manipulate my emotions in a way reality can’t anymore. I don’t know thatwe are actually human at this point, those o fus who are like mosto f us, who grew up with TV and movies and now the internet. If we are betrayed, we know the word to say. If we want to play the stud or the smart-ass or the fool, we know the words to say. We are all working from the same dog-eared script. It’s a very difficult  era in which to be a person, just a real, actual person, instead of a collection of personality traits selected from an endless Automat of characters.”

“My thank-yous always come out rather labored. I often don’t give them at all. People do what they’re supposed to do and then wait for you to pile on the appreciation – they’re like frozen-yogurt employees who put out cups for tips.”

(J)