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ImageLivro: Gone Girl: A Novel

Autor: Gillian Flynn

Idioma: Inglês

Edição: Kindle

Páginas: 515

Preço: R$ 19,59 (não sei por que, consegui comprar por R$ 13,96… acho que era uma promoção relâmpago da amazon.com.br)

Classificação: Murro no Crânio!

Uau. Que livro! Comecei a ler a versão em inglês do livro Garota Exemplar por recomendação da Rose, sem querer saber nada da história (morro de medo de spoilers!), apenas com a indicação de que era bom, muito bom.

Infelizmente, passei o olho sobre uma crítica no Skoob e li a palavra “surpreendente”… Péssima palavra para mim, já que minha mente começa a imaginar todas as hipóteses e possibilidades de reviravoltas quando lê essa palavra, e o livro acaba deixando de ser, de fato, supreendente.

No entanto… surpresa! O livro continuou surpreendente! (não se preocupem, nunca mais usarei essa palavra em nenhuma resenha, crítica ou comentário de livro, prometo ;))

Então, em suma, Gone Girl é um livro surpreendente, mas é mais que isso: a trama é interessante, os personagens (Nick Dunne e sua esposa, Amazing Amy Elliot Dunne) são profundos e cheios de nuances, com qualidades e defeitos reais, fazendo com que você os ame e os odeie, em turnos.

Confesso que esperava um outro final, mas depois de pensar melhor, achei genial. Não vou entrar em detalhes para não estragar a leitura (argh, spoilers!), mas espero que minhas impressões sobre esse livro o faça lê-lo. Os outros dois livros da Gillian (essa sim, garota exemplar!) estão na minha lista. Gone girl… um murro no crânio!

Algumas passagens:

“It seemed to me that there was nothing new to be discovered ever again. Our society was utterly, ruinously derivative (although the word derivative as a criticismo is itself derivative). We were the first human beings who would never see anything for the first time. Wes tare at the Wonders of the world, dull-eyed, underwhelmed. Mona Lisa, the Pyramids, the Empire State Building. Jungle animals on attack, ancient icebergs collapsing, volcanoes erupting. I can’t recall a single amazing thing I have seen firsthand that I didn’t immediately reference to a movie or TV show. A fucking commercial. You know the awful singsong of the blasé: Seeeen it. I’ve literally seen it all, and the worst thing, the thing that makes me want to blow my brain out, is: The secondhand experience is always better. The image is crisper, the view is keener, the câmera angle and the soundtrack manipulate my emotions in a way reality can’t anymore. I don’t know thatwe are actually human at this point, those o fus who are like mosto f us, who grew up with TV and movies and now the internet. If we are betrayed, we know the word to say. If we want to play the stud or the smart-ass or the fool, we know the words to say. We are all working from the same dog-eared script. It’s a very difficult  era in which to be a person, just a real, actual person, instead of a collection of personality traits selected from an endless Automat of characters.”

“My thank-yous always come out rather labored. I often don’t give them at all. People do what they’re supposed to do and then wait for you to pile on the appreciation – they’re like frozen-yogurt employees who put out cups for tips.”

(J)

Garota Exemplar

Publicado: 17 de dezembro de 2013 em Resenhas livros
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Livro: Garota exemplar
Autor: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca

Sinopse
Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, “Garota Exemplar” alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

Resenha

Comecei a ler Garota Exemplar com algumas expectativas, já que tinha visto boas avaliações do livro no Skoob, mas sem ler qualquer sinopse. Assim, à primeira vista, o livro me pareceu uma comédia romântica, muito bem narrada pelos protagonistas Nick e Amy. Em primeira pessoa e por capítulos alternados, conhecíamos o ponto de vista dos acontecimentos por meio de cada um deles. Amy, pelo seu diário e Nick pela narração contemporânea aos fatos. Porém, ao passar de dois ou três capítulos mudam-se os rumos da historia e o livro desenvolve-se em torno do desaparecimento de Amy, uma garota rica que se casou aparentemente com o homem que considerava ideal. Um casamento inicialmente perfeito que se transformou em pesadelo cotidiano, em parte por conta da rotina de convivência do casal por cinco anos e em parte por conta da revelação da verdadeira face dessas pessoas durante a convivência marital. O livro é muito interessante. Prende o leitor por todos os capítulos, curioso para saber o contexto fático e as razões do desaparecimento de Amy. Os personagens cativam e repulsam o leitor praticamente no mesmo instante. Os caminhos mentais trilhados perdem-se a cada revelação das pistas que levarão ao deslinde da situação de suspense do personagem Nick, principal suspeito do sumiço de sua esposa. As revelações psicológicas dos personagens (lembrem-se que a narrativa é em primeira pessoa) são atormentadoras e surpreendentes. Acho que o aspecto psicológico do livro foi o que mais me chamou a atenção. A obra nos leva à reflexão sobre as loucuras, a convivência, o amor, o casamento e os valores de cada ser humano. Porque conviver é tão difícil, como a herança cultural de cada um influencia nisso. Não acho que todo casamento mata, como a chamada do livro propõe (vejam no site http://www.garotaexemplar.com.br), mas acho que nós matamos o casamento diariamente se deixamos a rotina prevalecer, se nos apegamos aos defeitos dos parceiros mais do que às suas qualidades, se não nos revelamos tal qual somos desde o primeiro momento em que conhecemos os outros. Adorei esse livro!
Trechos escolhidos para dar um gostinho da narrativa da autora…

“Quando somos traídos, sabemos quais palavras dizer; quando um ente querido morre, sabemos quais palavras dizer. Quando queremos bancar o fodão, o espertinho ou o idiota, sabemos quais palavras dizer. Todos trabalhamos a partir do mesmo roteiro gasto.
É uma época muito difícil para ser uma pessoa, apenas uma pessoa real, de verdade, em vez de uma coleção de traços de personalidade escolhidos em uma interminável máquina automática de personagens.
E se todos nós estávamos atuando, não pode existir algo como uma alma gêmea, porque não temos almas genuínas.
Chegara ao ponto em que parecia que nada importava, pois não sou uma pessoa de verdade, e ninguém mais é.
Eu teria feito qualquer coisa para me sentir real novamente.” (Nick, pg. 08, Capítulo “Um dia sumida”)

Querem um livro do qual não conseguirão desprender-se até a última página? Leiam Garota Exemplar e sacudam fortemente os crânios!